RIO PARAGUAI

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Rio Da minha sorte!

sexta-feira, 20 de maio de 2011

SOBRE O ASSALTO DAS HORAS



Imprecisa é a hora
Que me assalta a tua  lembrança
Trazendo as texturas da tua voz:
_ Às vezes são como cinzas de um vulcão
Abandonado, extinto por deuses pagãos...
Noutras horas são como o  veludo
De acordes de um violino
Tocado por elfos escolhidos num tempo
De árvores despidas num outono de saudades.
E, em outros momentos ainda,
Ouço a tua voz como tremores de um trovão
Que me assusta os sentidos e me assalta a alma...
Mas o que me envolve mesmo
É o tom do teu desconcerto
Quando te perdes em escutar-me...
E,  então é nesse momento
Que posso passar pela vida
Ouvindo texturas de estrelas,
Cochichos de árvores e pássaros
E sons de nuvens escorrendo pelos meus ouvidos!

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