RIO PARAGUAI

RIO PARAGUAI
Rio Da minha sorte!

domingo, 28 de agosto de 2011

Djavan - Melodia Sentimental


Infinita espera

Infinita  espera
Onde não  vejo  a ti
e  agonizam os  sentidos
numa janela do tempo
sem  asas para o encanto do voo!

Como uma noite escura
saio  ao encalço da Lua
Ganho as esquinas,
pressinto sombras
e na  delicadeza  do  verso
meu olhar  alcança
sobre as copas das árvores
o luar debruçando
sobre a  minha tristeza.
Então a lua vem chorar
comigo a sua ausência!



Melodia Sentimental - Hoje é Dia de Maria


quinta-feira, 18 de agosto de 2011

TERNURA


Eu queria um amor,
Desses, que de tão afeito
Às penumbras e romances
Cosesse com alinhavos de ternuras
Os entardeceres às noites de Lua Nova...

Um amor tão alegre
Que estendesse todas as noites
Uma lua de cetim e prata
Sobre o meu quintal, árvores e telhado...

Um amor,
Onde o cotidiano
Não devorasse os advérbios
Vigorosos de afetos e acenos de branduras...

Um amor
Onde todos os dias,
O ser amado trouxesse
Embrulhados como presente
Narcisos, cantigas azuis,
Berilos  rosas, confissões amorosas de Eco
E, na sua ausência,
Na volta,  trouxesse
Orvalhos amanhecidos de saudades!

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Quando o céu sonha ouvindo cantigas azuis



Uma lua crescente
Num céu de maio
Observando-nos longamente
Consentiu ao meu amor
Uma noite inteira
De sonhos alinhavados
Com estrelas e beijos!

E nesse consentimento amoroso
De luz em noite outonal
Um poema descuidado e solitário,
Cochichou seu nome,
Em todo o caminho
Da Via-Láctea...
Por isso, nessa manhã que passa
O céu parece ainda dormir e sonhar
Ouvindo cantigas azuis!

sábado, 23 de julho de 2011

SONHOS E ENSAIOS DE TERNURAS


Em noites
 de repetidas luas novas
quando  só havia o ruflar de asas
e  o chiar de uma ave de rapina,
o  silêncio de janelas e pensamentos
dolorosamente  acorrentados
à  naus ancoradas
 num mar de profunda tristezas...
Eu sonhava com uma  Lua alta,
Cheia... passeando numa manhã
Sonora de pássaros
E ecos da tua voz
Que traziam uma tarde
Que já  ensaiava um verso
Onde eu pudesse
Descrever à noite,
 a ternura  e  o vigor do teu olhar!