RIO PARAGUAI

RIO PARAGUAI
Rio Da minha sorte!

sábado, 15 de outubro de 2011

Pedaço de mim - Chico Buarque

O enoitecer do amor do poeta

Fez-se necessário
No poema a precisão
Da hora cinza
 em que o amor se foi.

Assim, o registro da dor,
No azul da tarde
Desenhou no horizonte
Sombras de pássaros
Que fugiam intensos de tristezas
Dos  versos do poema!

O rufar das asas
Os acordes de uma canção antiga
 E um resto de sol
Lembrando o fogo de Prometeu
Ardeu no poema
No final da tarde
Sobre a mesa do poeta!

- E o amor desfez-se...
E um céu enoitecido
De estrelas e saudades
Amanheceu outra vez
Em outro verso do poeta!

domingo, 28 de agosto de 2011

Djavan - Melodia Sentimental


Infinita espera

Infinita  espera
Onde não  vejo  a ti
e  agonizam os  sentidos
numa janela do tempo
sem  asas para o encanto do voo!

Como uma noite escura
saio  ao encalço da Lua
Ganho as esquinas,
pressinto sombras
e na  delicadeza  do  verso
meu olhar  alcança
sobre as copas das árvores
o luar debruçando
sobre a  minha tristeza.
Então a lua vem chorar
comigo a sua ausência!



Melodia Sentimental - Hoje é Dia de Maria


quinta-feira, 18 de agosto de 2011

TERNURA


Eu queria um amor,
Desses, que de tão afeito
Às penumbras e romances
Cosesse com alinhavos de ternuras
Os entardeceres às noites de Lua Nova...

Um amor tão alegre
Que estendesse todas as noites
Uma lua de cetim e prata
Sobre o meu quintal, árvores e telhado...

Um amor,
Onde o cotidiano
Não devorasse os advérbios
Vigorosos de afetos e acenos de branduras...

Um amor
Onde todos os dias,
O ser amado trouxesse
Embrulhados como presente
Narcisos, cantigas azuis,
Berilos  rosas, confissões amorosas de Eco
E, na sua ausência,
Na volta,  trouxesse
Orvalhos amanhecidos de saudades!